Massageie o seu bebê

Sim, os bebês têm necessidade de leite.

Mas muito mais de serem amados e receberem carinho.

Serem levados, embalados, acariciados, pegos e massageados”

LEBOYER

Aprenda a fazer a Shantala em seu bebê

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sábado

Mães que quiseram matar filhos falam dos perigos da psicose pós-parto

Ainda não se sabe o que leva a esse estado mental

A psicose pós-parto, uma doença mental devastadora, mas pouco compreendida, afeta uma em cada 500 mães e pode resultar em suicídio ou mesmo em assassinato de bebês.
O período que sucede o parto é o momento em que as mulheres estão mais propensas a doenças mentais, tais como depressão ou psicose. Mas há tratamento.
A BBC entrevistou pessoas afetadas por esta doença que, muitas vezes, passa despercebida porque médicos e enfermeiras não estão preparados para identificar os sintomas ou porque, por medo do estigma, é escondida pelas mães.
A maioria das mulheres com a psicose pós-parto não tem história familiar ou pessoal de doença mental, alertam os especialistas.
'Estava cheia de vontade de matá-lo'
Jo Lyall era uma dessas mulheres. Depois que seu segundo filho, Finlay, nasceu, Jo passou por um episódio assustador. Uma noite, poucos dias depois de deixar o hospital, ela esteve a ponto de estrangular o bebê: Coloquei ele adormecido na cama ao meu lado, e meu cérebro simplesmente desligou", disse ela. "Era como se alguém tivesse desligado um interruptor na minha cabeça, e eu olhei para ele e estava cheia de vontade de matá-lo."
"Eu coloquei minha mão em seu pescocinho, ainda não forte o suficiente para manter a própria cabeça, e comecei a apertar. Eu não queria machucá-lo. Sabia que não devia fazer isso, mas eu queria saber se era capaz".
Jo sabia que algo estava errado, mas tinha medo de procurar ajuda, por pensar que perderia a guarda dos filhos.
Sem tratamento, ela começou a planejar como matar a si e seus dois filhos."Um dia, pensei em sufocar os garotos enquanto eles dormiam após o almoço", disse ela.
"Tinha que ter certeza de que os meninos e o cachorro estariam mortos antes que eu tirasse minha própria vida, porque eu não podia arriscar que sobrevivessem sem mim", acrescentou.
Jo fez várias tentativas de suicídio, mas depois de seis meses em um hospital psiquiátrico e quatro anos sob medicação, está totalmente recuperada.
Ela faz campanha pela maior consciência dos sintomas de psicose pós-parto, para permitir que médicos e parteiras ofereçam um melhor tratamento para mulheres doentes.
"Eu sobrevivi, em grande parte, devido a um médico e a uma quantidade extraordinária de sorte", disse ela. "Mas as mulheres não deveriam ter que confiar na sorte para sobreviver a uma condição tratável".
'Tinha desejo de machucá-lo'
Os especialistas não sabem a causa exata de psicose pós-parto, embora acredite-se que as grandes mudanças hormonais que se seguem ao nascimento do bebê tenham um papel importante, juntamente com a genética.
A proporção de jovens mães em risco é grande. E mulheres com transtorno bi-polar têm 50% de chances de se tornar gravemente doentes nas semanas após o parto.
Shelley Blanchard estava nesta categoria. Por isso, sua equipe médica não só monitorou sua saúde física enquanto o nascimento do bebê se aproximava, como também o seu bem-estar psicológico.
Shelley foi apoiada nos estágios finais de sua gravidez e nos primeiros meses da maternidade por uma equipe que incluía o Dr. Nick Best, psiquiatra perinatal especializado em cuidar de mulheres grávidas e jovens mães com problemas de saúde mental.
Best fez visitas regulares a Shelley, assim como a enfermeira psiquiátrica de sua comunidade.
"Uma pessoa pode passar da situação normal à psicótica, delirante e paranoica no espaço de apenas dois ou três dias", disse Best.
Shelley também começou um tratamento com drogas anti-psicóticas na mesma noite que ela deu à luz o bebê Oliver.
Mas algumas semanas depois do nascimento, o humor de Shelley começou a piorar e ela parou de tomar os medicamentos anti-psicóticos porque a deixavam sonolenta.
"Comecei a ter pensamentos desagradáveis sobre Oliver, tinha desejo de machucá-lo, de jogá-lo pelas escadas ou soltá-lo de propósito", disse ela.
"Eu estava tão assustada, não queria machucar meu filho, mas os pensamentos foram ficando mais fortes e mais frequentes, então tive que buscar ajuda."
Ela contatou a equipe médica e foi internada em uma unidade especial em Winchester, onde as mães e seus bebês podem ser mantidos em segurança durante o tratamento.
Três meses mais tarde, Oliver e Shelley estavam em casa novamente, recuperados.
"Se eu não tivesse ido para a unidade, acho que provavelmente teria acabado por tomar uma overdose, e teria possivelmente me matado. Eu estava fora de controle", disse Shelley à época.
"Foi um tempo tão sombrio, mas consegui aprender um pouco mais sobre mim. Estou realmente me sentindo muito bem agora, poderia até dizer que estou me sentindo fantástica."
Pai perdeu mulher e filha
Dave Emson sabe como a psicose pós-parto pode ser grave - quando sua filha Freya tinha apenas três meses de idade, sua esposa Daksha matou o bebê a facadas e colocou fogo em seu quarto.
Daksha morreu em consequência das queimaduras quase três semanas mais tarde.
"Cheguei em casa por volta das cinco e meia ou mais, e quando cheguei à porta da frente senti um cheiro de queimado", disse Dave ao recordar o dia em que a tragédia aconteceu.
"Normalmente, ao entrar eu dizia 'Daksha, querida, estou em casa' e ela respondia e eu ouvia o balbuciar do bebê. Mas naquele dia houve um silêncio.
Daksha deixou um bilhete falando de seus temores de que a filha do casal fosse vítima de "forças das trevas" e de seu desejo de proteger Freya a todo custo.
Daksha tinha estudado psiquiatria e estava prestes a se tornar consultora quando morreu.
Ela tinha escolhido a carreira em parte porque sofrera de depressão grave por anos, mas poucas pessoas sabiam de sua condição, já que ela tinha medo do estigma que traria.
O inquérito sobre sua morte levou a novas diretrizes no sistema de saúde britânico para o tratamento de funcionários com doença mental.
Dave agora escreve um livro sobre sua história - para ajudar outras pessoas em situação semelhante:
"Primeiramente, é uma forma de Daksha falar através de mim, de falar com pessoas que estão sofrendo, companheiros trabalhadores da área de saúde mental, pessoas que estão sofrendo com as condições de saúde mental, para que saibam que não estão sozinhas", disse ele.
Fonte:


terça-feira

A guerra entre pais separados e a construção da identidade dos filhos

“É um equívoco pensar que uma nova ordem familiar não proporciona uma composição favorável à constituição de sujeitos saudáveis. Portanto, é importante atentar para o direcionamento que é dado às consequências dessa reestruturação sobre os membros envolvidos, para que a responsabilidade não incida exclusivamente sobre a família atribuindo-lhe o rótulo de desestruturada. Segundo Passos (2009), a família tradicional nunca garantiu a sanidade de seus membros, não é apenas a presença do pai e da mãe que garante a saúde dos filhos, mas sua capacidade de atender as necessidades destes.
Paganini e Maillard (2005) afirmam que diante de uma separação conjugal, se ambos conseguem funcionar juntos no seu papel parental as consequências para os filhos são mais favoráveis. Porém, o que tem se tornado cada vez mais comum é que um dos genitores acaba se deixando envolver pela situação de ruptura e se apropria das crianças contra o outro genitor. A grande questão, nesse caso, é que dificilmente os ex-cônjuges conseguem deixar suas diferenças de lado e funcionar juntos como pais.
Esses autores ressaltam ainda o quanto a convivência com ambos é necessária para que a criança aprenda o contato com a tríade pai/mãe-filho(a) e possa futuramente reproduzir o modelo de relacionamento. Além disso, é fundamental para servir de referência na construção da identidade e, acima de tudo, para que não haja sentimento de culpa, responsabilizando-se pelos pais terem se separado.”
“Uma separação litigiosa envolve aspectos emocionais como sentimentos e frustrações que, possivelmente induzirão os ex-cônjuges a um comportamento hostil um para com o outro, gerando o ódio ou o desejo de vingança. Inevitavelmente, a situação envolverá as crianças nesse conflito, que são perfeitamente capazes de sentir as tensões e se vêem obrigadas a tomar partido, amparando o genitor “mais fraco” (GOUDARD, 2008).”

“...a SAP - Sindrome da alienação Parental - está ligada exclusivamente à campanha de manipulação que a criança sofre, e deve ser entendida como um subtipo da alienação parental. Sua determinação enquanto síndrome é referente ao conjunto de sintomas presentes na criança, e que aparecem juntos ou estão ligados a uma etiologia comum (GARDNER, 1945a).”
“Os personagens reais desse conflito passam por turbulências que afetam todas as formas de relacionamentos. São pais programando seus filhos contra o outro genitor. A criança que sofre essa espécie de manipulação é chamada de alienada e passa a ser o objeto do genitor alienador. Segundo Duarte (2010), o alienador suprime do ex-companheiro um direito de convivência decorrente do poder familiar e, acima de tudo, um direito dos próprios filhos. O genitor alienado, por sua vez, vai aos poucos sendo destituído do seu lugar de pai, aos olhos da criança que se vê obrigada a não reconhecê-lo como tal.”
O que normalmente acontece na Síndrome da Alienação Parental parece remeter ao movimento onde a criança se volta para uma relação de cumplicidade com o guardião, talvez por sentir nele maior segurança numa situação que percebe como ameaçadora. A diferença aqui é que o outro genitor não é ausente, mas é excluído dessa relação através dos artifícios usados pelo alienador para manipular a criança nesse sentido.
"Uma criança alienada sente medo daquele que lhe é apresentado como inimigo e busca refúgio no outro genitor que aparentemente lhe protegerá. Assim, ela mantém uma polaridade de relações excluindo um e unindo-se ao outro de tal modo que incorpora as atitudes do alienador."
"Kerr e Bowen (1988 apud NICHOLS et al., 2007) contribuem para o entendimento de um posicionamento autônomo do sujeito quando, diante de pressões internas ou externas, este é capaz de refletir e agir racionalmente, sem impulsividade. Essa conceituação é definida por Bowen (1988) como diferenciação do self e ajuda a compreender o percurso de amadurecimento do indivíduo a partir dos seus processos relacionais."
"Segundo este autor, as pessoas indiferenciadas não conseguem equilibrar sentimento e pensamento e, portanto, se submetem mais facilmente quando diante de situações que despertam ansiedade. Assim, fazendo uma relação com as idéias de Winnicott, esse sujeito dificilmente assumirá sua posição de maneira autônoma e apresentará dificuldade em agir em função de suas próprias crenças. Ou seja, o falso self é convidado a ocupar o lugar do self verdadeiro."

"Martins et al (2008) ressaltam que é na família que as crianças vivenciam tanto o pertencimento quanto a individuação. Assim afirmam:
Pertencer significa participar, saber-se membro desta família, partilhar as suas crenças, valores, regras, mitos e segredos. Diferenciar refere-se à afirmação de sua singularidade, à sua individuação e ao seu direito de pensar e expressar-se independentemente dos valores defendidos por sua família (MARTINS et al., 2008, p. 182).
Diante dessa pontuação, é possível refletir sobre o lugar que a criança alienada ocupa dentro do sistema familiar. Entendendo a SAP como um conflito de lealdade em que a criança se vê diante de dois extremos, Goudard (2008) pontua que ela é colocada numa situação onde terá que se voltar para um lado ou para o outro. Porém, o jogo de alienação a conduz para uma postura de maior proximidade com o genitor guardião, impedindo-a de afirmar sua singularidade, pois a necessidade de manter-se protegida é maior que sua capacidade de exercitar a autonomia."
Leia o artigo completo em:
O Desenvolvimento Pessoal da Criança Ali-e-nada uma Ênfase Sobre as Consequências da Síndrome da Alienação Parental - Psicologia Jurídica - Atuação - Psicologado Artigos 
Escrito por Nara Suanne Marques Mota



sábado

O ritual de amor

É a  oportunidade de os  pais terem um contato mais prolongado com o bebê.
O toque carinhoso é a melhor forma dos pais se aproximarem dos filhos,  após um dia de trabalho, transmitindo amor e carinho através das mãos.


DO-IN PARA BEBÊS E CRIANÇAS

Aprenda massagem que combate insônia, diarreia, dor de cabeça e mais

Se você tem filhos pequenos, provavelmente já passou algumas noites em claro quando sua criança ficou doente. A mudança de temperatura ou de rotina, por exemplo, inevitavelmente pode gerar mudanças fisiológicas nos pequenos. É aquele resfriado que aparece pelo contato com tantas crianças em um ambiente fechado, como creches e escolinhas; o xixi que "escapa" devido à ansiedade gerada por uma alteração de rotina; a alteração no sono ou a dor de garganta que surge em dias mais frios.
Para prevenir e amenizar esses desconfortos, podemos fazer uso de uma técnica de automassagem chamada Do-In, que utiliza os mesmos meridianos estimulados na Acupuntura, distribuídos por todo corpo. No caso de crianças pequenas, a técnica também pode ser executada por outra pessoa, como os pais, nesse caso. E os responsáveis poderão concentrar a massagem na planta dos pés e na palma das mãos das crianças.
Temos por indicação e hábito incluir rituais no dia-a-dia das crianças, desde o seu nascimento, como horário do banho e das refeições, entre outros. Utilizamos esses recursos como forma também de manter um contato ativo com os filhos. Podemos dizer que mais do que prevenir e tratar algumas patologias que acometem as crianças, o Do-In é um ritual de amor, que pode aproximar pais e filhos.
O Do-In não tem nenhuma contraindicação, podendo ser feito em qualquer período da vida da criança. No entanto, como o organismo infantil é mais sensível e receptivo à massagem, o cuidado com o toque deve ser observado. Em situações mais severas, como uma diarreia, por exemplo, os responsáveis devem aplicar o Do-In por pelo menos 10 dias consecutivos, durante cinco minutos no máximo em cada ponto.

Dicas gerais para aplicar o Do-In:

1 - Escolha um lugar tranquilo (que tal a cama dos pais?), coloque uma música suave e acenda um incenso de aroma agradável (salvo em casos de alergia).
2 - Preferencialmente faça o Do-In antes ou depois do banho das crianças, assim elas já entram no clima.
3 - Respeite o tempo máximo de cinco minutos de massagem em cada ponto.
4 - Se a criança for maior e quiser aprender a massagem, sente-se na frente dela para demonstrar o passo-a-passo de todo o procedimento.
5 - No caso de crianças maiores, peça para que ela mantenha a coluna mais ereta possível, afinal não queremos massagear os pés e sair com a coluna doendo, não é?
Confira abaixo o passo-a-passo de algumas massagens que os pais podem aplicar nos pequenos, para combater ou amenizar insônia, diarreia, prisão de ventre, dor de cabeça, entre outros.

INSÔNIA E PESADELO

Com a parte gordinha do seu polegar, pressione o segundo dedo do pé da criança - contado a partir do dedão do pé. Mantenha a pressão por até três minutos. A massagem pode ser feita uma vez ao dia, durante dez dias seguidos. Com a melhora do quadro, a massagem poderá ser feita somente a noite antes da criança dormir, em dias alternados, como manutenção.

DIARREIA

Com a parte mais gordinha do seu polegar, pressione a região mais alta do arco do pé da criança, e mantenha a pressão por até 5 minutos. Faça a massagem pelo menos duas vezes ao dia, durante dez dias consecutivos.

PRISÃO DE VENTRE

Com a parte mais gordinha do seu polegar, pressione a região mais alta do arco do pé da criança, fazendo pequenos círculos. Mantenha a mesma pressão e o movimento durante 3 minutos. Depois, interrompa o movimento durante alguns segundos e volte a repeti-lo por mais dois minutos. A massagem deverá ser feita três vezes ao dia, durante até dois dias consecutivos.

DOR DE CABEÇA

Com o gordinho do seu polegar, pressione o dedão do pé da criança. Mantenha a pressão durante 2 a 3 minutos. Repita a massagem até amenizar a dor, podendo variar entre duas a três repetições.

CONGESTÃO NASAL

Neste caso, mantenha a criança deitada para facilitar a massagem, e sente-se atrás dela. Utilizando os dois indicadores, posicione um dedo de cada lado do nariz de seu filho e, depois, pressione as bordas do nariz da criança. Mantenha a pressão, realizando pequenos círculos. Depois, conte até vinte e relaxe a pressão. A sensação de bem-estar costuma ser imediata após trabalhar este ponto. A massagem pode ser feita sempre que seu filho reclamar que está com o nariz entupido.

DORES NAS COSTAS

A partir do dedão do pé da criança, imagine uma linha que vai até o calcanhar dela. Com a parte gordinha do seu polegar, percorra toda a extensão dessa linha imaginária, mantendo a pressão. Percorra esta linha imaginária de duas a três vezes. Caso a dor persista, repita a massagem por mais dois dias consecutivos.

DOR DE GARGANTA

A partir do dedão do pé da criança, abaixo da dobra formada, faça pressão utilizando o seu polegar. Mantenha a pressão durante dois a três minutos. Repita a massagem por cinco dias consecutivos.

PARA BEM-ESTAR GERAL

Utilizando a parte mais gordinha do seu polegar, faça pressão no dedão do pé da criança e depois repita o mesmo movimento em todos os dedos. Depois, utilize seus dois polegares e pressione-os, simultaneamente, por todo o pé da criança, percorrendo sua extensão. Para finalizar, faça uma conchinha com suas duas mãos, envolvendo o pé da criança. Percorra toda sua extensão, "amassando" seus polegares em direção ao calcanhar do pequeno. Repita esse procedimento de duas a três vezes. Essa massagem pode ser feita sem nenhuma restrição, todos os dias, quantas vezes sentir vontade.

Depois de uma massagem como essa, os benefícios não serão somente dos pimpolhos. Divirta-se com seu pequeno se e aproveite esse momento para estreitar ainda mais os laços de amor com os filhos.
Fonte:

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É melhor a mãe errar do que seguir um manual, diz psicanalista


DÉBORAH DE PAULA SOUZA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Como criar filhos saudáveis num mundo em que a tecnologia substitui o contato humano e as famílias têm novas configurações, com separações e recasamentos?
Em entrevista à Folha, o psicanalista Leopoldo Fulgêncio, 52, fala da função materna hoje à luz da teoria de Donald Winnicott (1896-1971), psicanalista inglês criador do conceito de "mãe suficientemente boa". Pai de dois filhos e um enteado, Fulgêncio leciona na PUC de Campinas, interior de São Paulo.

*
Folha -- O que significa ser uma "mãe suficientemente boa" hoje?
Leopoldo Fulgêncio -- É aquela que, ao suprir as necessidades do filho, cria a possibilidade de ele ter fé na vida, nas pessoas. A função materna sempre foi cuidar. A matriz do amor é o cuidado, não ficar dizendo que ama e dando explicações sobre como as coisas devem ser.
Como lidar com o medo de errar?
É melhor uma mãe que erre porque está empenhada em descobrir o seu jeito de fazer as coisas do que uma que acerte por causa de um manual. Ser mãe é muito complexo e o melhor jeito de saber como agir não é com uma cartilha. A mãe deve ser incentivada a ficar em contato com seus filhos e a agir de acordo com seus próprios sentimentos.

Quais são os desafios das novas famílias?
Casais héteros ou homossexuais têm que lidar com as próprias ambiguidades para não passar os seus dilemas para os filhos. Seja qual for o problema a enfrentar, fingir que ele não existe não é a solução. Recomendo sempre a comunicação verdadeira. No caso de filhos pequenos, não faltam fábulas para ajudar a elaborar as questões das diferenças e das separações.

Qual é o impacto da tecnologia nas relações familiares?
O problema é a medida: quando a tecnologia se sobrepõe, ela mata as relações. Os pais podem usar recursos tecnológicos [como mensagem de celular] para falar com seus filhos, mas isso não substitui a presença. É atribuição dos pais regular o uso da tecnologia porque os filhos não percebem o seu alcance.

Na adolescência, estar presente pode ser mais difícil...
É preciso manter-se disponível para uma fase de intensas negociações --se vai ou não vai, a que horas sai, com quem etc. --, suportar brigas decorrentes disso e mostrar que, apesar delas, você continua ali. É normal que adolescentes se oponham aos pais. É uma questão de identidade.

E se o cuidado materno faltar ou falhar em alguma fase?
A criança será prejudicada de muitos modos. Pode perder a fé no mundo, sentir muita dificuldade para ver o outro, para se relacionar, para aprender. Pode até perder o interesse pela realidade. Em casos graves, durante a fase inicial da vida, corre o risco de desenvolver autismo --essa era uma das hipóteses de Winnicott.

A maternidade, então, tem uma função social?
Se o Brasil quer amadurecer, deve investir mais nas mães e na primeira infância. A mãe não pode fazer tudo sozinha. Precisa do apoio do pai dos filhos, da família e também de escolas, creches, licença-maternidade, enfim, de reconhecimento social.

Fonte:


segunda-feira

Instinto materno mito ou realidade?

Por Fernando mariano

A sensação de que a criança está incomodada no berço. A intuição ao descobrir quando algo de errado ou impróprio está acontecendo na vida do filho, somente num olhar, numa breve observação dos gestos e atitudes. A sensibilidade e a ligação entre a mãe e o filho são historicamente destacadas. Enquanto algumas pessoas frisam a existência de um instinto maternal, outros acreditam que essa relação é fruto do amor desenvolvido desde a concepção.
A cadela e os tigres adotivos
Fonte:
Muitos afirmam: nenhuma relação entre dois seres humanos é tão forte e duradoura como é, em geral, a ligação entre a mãe e seu bebê. Essa idéia conduz ao pensamento de que o instinto materno é inato à maioria das mulheres. "Entretanto, exemplos de mães que abandonam seus filhos após o nascimento ou mulheres que 'adotam' os filhos de seus parceiros com amor incondicional também nos confundem sobre esse assunto", comenta a psicopedagoga Maria Irene Maluf, de São Paulo, especialista em Educação Especial e ex-presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia).
Para a profissional, a nova configuração das famílias do século 21, nascidas de casamentos de pais que já têm filhos ou de casais que optam por não ter filhos biológicos, mas adotam crianças, ou ainda uma família que reúne filhos de pais diferentes, mostra que as características da figura da mãe estão muito mais ligadas a aspectos pessoais e da personalidade da mulher do que um reflexo da natureza.
"Fatores da educação e individualidade da mulher contribuem para que ela desenvolva ou não essa capacidade, que, muitas vezes, é chamada de instinto maternal. Instinto de sobrevivência é comum entre os humanos, e isso pode ficar mais perceptível na ação de uma mãe, devido a elementos culturais", diz.
A profissional faz analogia com o mundo animal. "Entre os animais, não é diferente o cuidado da fêmea de algumas espécies com seus filhotes, mas também existem os abandonados, casos de bichos criados pelos machos ou ainda os que são devorados por apresentarem uma anomalia", informa.
"Quando o instinto passa para a racionalidade, a pessoa toma consciência da sua responsabilidade com aquele ser, e passa a prestar maior atenção à pessoa, no caso à criança. O amor direcionado a essa criança explica a ligação com ela. O instinto não é exclusivamente maternal, evolui a partir da percepção do outro e proximidade com ele".
Maria Irene lembra do caso de homens com "instinto maternal". "Eles desenvolvem habilidades consideradas maternais, mas que estão relacionadas ao amor à criança".
Continue lendo em:
http://www.folhadaregiao.com.br/Materia.php?id=90847


sexta-feira

Sarampo pode matar

O sarampo é certamente a mais grave das chamadas doenças comuns da infância: complicações graves e morte ocorrem em até 3/1000 casos.
Não se descuide do programa de vacinação de seus filhos. A vacina contra o sarampo é a melhor forma de evitar a doença que pode ser grave, especialmente se elas estiverem debilitadas

Em 28 de outubro de 1982 - A Fundação Oswaldo Cruz, localizada no Rio de Janeiro, anuncia a produção da vacina de sarampo no Brasil. 
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é uma instituição de nível federalvinculada ao Ministério da Saúde localizada na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Criada em 1900, pelo renomado sanitarista Oswaldo Cruz, é a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, sendo referência em pesquisas na área da saúde pública
O Sarampo é uma doença víral, e é uma infecção do sistema respiratório, causada por umparamixovírus do gênero Morbillivirus. É altamente contagiosa e afeta principalmente crianças. É transmitida através de gotículas expelidas pelo nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas. Os sintomas iniciais, que geralmente aparecem 8-12 dias após a infecção, incluem febre alta, coriza, olhos vermelhos, e pequenas manchas brancas na parte interna da boca. Vários dias depois, uma erupção se desenvolve, geralmente começando no pescoço e na face e gradualmente se espalhando pelo corpo. 
A maioria das pessoas se recuperam mesmo sem tratamento dentro de 2-3 semanas. Contudo, principalmente as crianças desnutridas e pessoas com imunidade reduzida, o sarampo pode causar complicações sérias, incluindo dor de cabeça, cegueira, diarreia grave, infecção do ouvido e pneumonia. O sarampo pode ser prevenido através da vacinação

Índice 

Fonte: wiquipédia 

Ler mais
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/gve_7ed_web_atual_sarampo.pdf

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